Plástico versus planeta: de que lado estamos?

O filme IO (Netflix) explora o máximo da calamidade ambiental: nossa explorada terra se torna inabitável

O filme IO (Netflix) explora o máximo da calamidade ambiental: nossa velha e explorada terra se torna inabitável e todos saem correndo, ou seja, os terrestres se mudam, de mala e cuia para uma das luas de Júpiter, Io. Nem todos, ou não haveria filme. Sempre tivemos profetas bradando no deserto e adquirimos anticorpos, fazendo ouvidos moucos. Os estragos que fazemos é problema para as futuras gerações tentarem consertar ou se mandarem para Io. Por sinal má escolha, visto que o satélite Io é vulcânico. 

*

Mas se as coisas chegassem a tal ponto, teríamos mesmo outra chance? Alguns milênios mais e lá vão os humanoides migrar outra vez,  e mais outra… Infelizmente as ameaças não são ficção científica, e o vilão da vez é o plástico. Se esse versátil material leva 450 anos para se decompor, onde anda todo o excesso que fabricamos, usamos e jogamos por aí? Uma sociedade responsável diria que tudo é reciclado, portanto se renova e não polui. Mas não é bem assim, e o que jogamos fora vai para os rios, e os rios levam para o mar. 

*

Não se evaporando nem tendo onde se esconder, são levados pelos ventos e se acumulam nos giros (oceanic gyres), sistemas de correntes oceânicas que se movem em círculos. Ali formam ilhas gigantescas de detritos de plástico. Sob o contínuo embalado das ondas, o plástico vai sendo quebrado em minúsculas partículas, venenos químicos que os peixes ingerem e passam para nós. Ou viajam em sentido oposto, de volta à terra, poluindo a água que bebemos e que rega as plantações. Portanto, acabam no nosso organismo. 

*

Muitos milhões estão sendo gastos para trazer de volta esse acúmulo de lixo e limpar os oceanos, mas até agora nenhum método se mostrou eficaz. Mais simples e mais barato seria conscientizar e reciclar, mas o Brasil está no quarto lugar entre os países que mais poluem. A Noruega está em primeiro lugar, reciclando  97% dos plásticos que fabrica. As empresas que reciclam têm redução de impostos, e o governo paga a quem devolve vasilhame de plástico usado. Alguém ainda se lembra de quando se levava de volta as garrafas de vidro vazias? Por que não fazem isso com o plástico? 

Comente Aqui
Confirme seu comentário no e-mail em até 48 horas para manter ativo.
Atenção caros leitores, comentários com link não serão mais aceitos. Evite ser bloqueado.
0 Comentários

Seja o primeiro a comentar.