A sociedade hinduísta atual

Potencialização dos sentidos e ampliação da consciência em direção ao Samadhi (iluminação)

Muitos veem até mim, para me indagar sobre a Índia. As perguntas são muitas e, muitas das vezes, de difícil resposta, pois tais questões são baseadas em ideias generalizadas sobre a economia, a cultura e costumes daquele país. Surgem, então, perguntas como: “Realmente a miséria é muito presente na Índia?”  “As mulheres são oprimidas e desrespeitadas?” “As vacas são mesmo sagradas e andam pelas ruas, por quê?” “O país é muito sujo e sem nenhuma noção de higiene?” “O país é mesmo dividido em castas?”.

No meu novo livro – “Shivam Yoga e Índia: Potencializando os Sentidos - Um Ensaio Foto-Poético”, que terá lançamentos a partir de março – eu faço comentários sobre o país de forma poética, buscando fazer um outro olhar sobre aquele subcontinente. Como nos trechos a seguir, que buscam mostrar uma outra faceta da sociedade hinduísta.

À Índia

A cultura milenar indiana é ímpar no mundo, pois, mesmo nos tempos atuais, ainda tem uma forte força espiritual. Alguns princípios básicos morais e espirituais norteiam essa civilização.

Assim, Ahimsa – o princípio da não-violência - que foi redescoberto por Mahatma Gandhi, apesar de o país ter inúmeras carências, espalha-se por toda a Índia, levando seu povo a um processo de respeito e admiração pela Natureza, por muitos animais e, de alguma forma, pelos seres humanos. 

O Ganga, como rio sagrado, os Himalayas, como o centro espiritual do Universo, as cidades sagradas, como Varanasi, Rishikeshi, Khajuraho, representam formas amorosas de se vivenciar a existência.

Em todo o território indiano, durante séculos e séculos, milhares de peregrinos, Sadhus (sábios) e Mestres sentaram-se em meditação para os seus Pujas (rituais espirituais), produzindo vibrações, as quais estão impregnadas em muitas regiões da Índia. Talvez, por isso, a vida dos hindus está eivada da energia do amor, da harmonia e da felicidade.

Conhecer os indianos e seus costumes é mergulhar no mais rico manancial de cultura, arte e espiritualidade que a humanidade já produziu.

À Índia antiga e atual, a todos os seus Sadhus e Mestres espirituais, a todos os seus peregrinos, ao povo hindu, vimos reverenciar em Pujas de agradecimento por todos os conhecimentos a nós revelados.

Om Shiva! Om Namah Shivaya!

Ah! Os Sentidos!!!

As experiências das formas e dos seres! As vivências dos humanos seres! Os sentidos! A força espiritual que, naturalmente, floresce e que anima, vivifica e transmuta todos os processos em aprendizados.

Ver, ouvir. Sentir aromas, perfumes, incensos. O gosto: os sabores! O tato e o contato. O amor! O sexo! A sensibilidade, a afetividade, a união, o Yoga antigo... a Índia.

A tradição! Os Pujas! O respeito! A admiração! A existência intensa e imensa que lá, nas alturas dos Himalayas, às margens do velho e sagrado Ganga (Rio Ganges), junto aos lagos e aos grandes verdes sulinos, aos semidesertos e imensas planícies no centro norte se vive e se espiritualiza: eis o subcontinente indiano e a arte milenar do Yoga Tradicional, que se espraia fortemente pelo mundo ocidental no atual século.

Ideias presentes no Samkhya e no Tantra, filosofias intuídas pelos velhos e sábios Sadhus, apontam para a possibilidade de se conseguir uma integração entre Purusha (espírito) com Prakriti (matéria), resgatando o contentamento (Santosha) e o despertar da consciência (Samadhi): eis Índia e sua busca do autoconhecimento.

Nos templos e nos Ashrams (escolas de Yoga) e no dia a dia do campo, das aldeias e dos grandes centros urbanos, a vida pulsa em direção ao espiritual afeto, à espiritual autoentrega em profundo estado de Ishwarapranidhana (a ação amorosa e despida de expectativas). 

Os animais perambulam pelos campos e aldeias e, mesmo, pelos becos, ruas e até avenidas, despertam a curiosidade dos animais humanos dos distantes continentes e integram a hindu yogue vida.

A sabedoria da imersão na imensa força do Dharma Universal, em contínuos vórtices de alegria, contentamento, felicidade e espiritualidade. Os sentidos potencializados, a consciência se ampliando em direção ao Samadhi (iluminação).

 


www.shivamyoga.com.br

Comente Aqui
Confirme seu comentário no e-mail em até 48 horas para manter ativo.
Atenção caros leitores, comentários com link não serão mais aceitos. Evite ser bloqueado.
0 Comentários

Seja o primeiro a comentar.