Trabalhadores realizam café da manhã nesta terça para celebrar Dia do Portuário

Concentração começa às 6h30 no portão de acesso ao porto. Palestras e bate-papo compõem programação

A defesa do porto público e sua importância para toda a sociedade capixaba é o tema central do café da manhã organizado por oito sindicatos, nesta terça-feira (28), em comemoração ao Dia do Portuário. A concentração será as 6h30 da manhã, no portão de acesso ao Porto, na Ilha do Príncipe. 

“Defendemos o modelo landlord, com gestão e autoridade pública e operação privada. É o modelo que funciona em 90% dos portos mundiais, inclusive nos mais modernos, como Rotterdam e Antuérpia”, afirma o presidente do Sindicato Unificado da Orla Portuária do Espírito Santo (Suport-ES), Ernani Pereira Pinto, uma das entidades que realizam o evento, ao lado do Sindicato dos Aquaviários do Espírito Santo (Aquasind), Sindicato da Guarda Portuária no Estado do Espírito Santo (Sindguapor), Sindicatos dos Estivadores, dos Conferentes, dos Arrumadores, dos Amarradores e dos Vigias.

No landlord, ressalta Ernani, não há indicações políticas para cargos de gestão, as escolhas são feitas por currículos e qualificação, com mandatos a serem cumpridos, e a comunidade tem voz e voto no comitê de gestão. 

“Não é o que os políticos daqui de direita querem”, explica Ernani. “O que eles querem é privatizar os portos. Não existem portos nos países mais desenvolvidos 100% privatizados, porque tem participação do Estado na gestão. O porto é a fronteira do município, do estado e do país com o mundo, uma questão de segurança nacional, setor estratégico. Não pode entregar pra iniciativa privada e depois tentar criar mecanismos de controle. Que mecanismos? Querem inventar a roda?”, questiona. 

Direitos trabalhistas

Outros pontos de pauta que serão abordados no café da manhã são o fechamento de Acordo Coletivo dos trabalhadores da companhia docas; a resolução para o processo de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho dos avulsos; a garantia do mercado de trabalho para os avulsos e empregados da companhia docas com a privatização; a participação dos trabalhadores em todos os fóruns de debate que venham a tratar do modelo de gestão do porto público; e o equacionamento do plano de previdência complementar da Codesa, pendente de solução. 

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