Mesa aberta

Campo livre para novas lideranças no processo sucessório: além de Audifax Barcelos, quem mais se habilita

Embora tenha afirmado na entrevista concedida à TV Século que ainda é cedo para discutir o processo sucessório de 2022, o governador Renato Casagrande deixou em aberto o campo para a consolidação de novas lideranças políticas no Estado. Ao falar do atual cenário, da disputa de 2018 e da possibilidade de disputar a reeleição, o governador repetiu frases como “fechar um ciclo” e fim da “era de figuras tradicionais”, como ele, que considera ter “sobrevivido porque tem uma trajetória respeitada, ao contrário de muitos que foram atropelados” nas últimas eleições, e destacou por mais de uma vez a importância de dar espaço para surgir um ambiente democrático. “Não quero ser uma árvore frondosa que inibe o crescimento de outras árvores ao lado. É preciso pensar fora da caixa, alguns já estão aí e outros surgirão”, completou. Casagrande não cita nomes, mas lembrou que há representantes do governo federal em atuação, assim como das bancadas do Congresso Nacional e da Assembleia Legislativa. A projeção deste tabuleiro já vem na disputa municipal de 2020, que é um pulo para a sucessão ao Palácio Anchieta. O tempo e o desenrolar das nuvens da política dirão se será Casagrande ou de fato uma liderança nova, mas um nome já circula no mercado há meses, como candidato em potencial disposto a enfrentar o próprio governador: o prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede). Quem mais se habilita?

Condições
Para não dizer que está fora de cogitação disputar a reeleição, Casagrande apresentou como condição o resultado do seu governo e da economia nacional, que terá reflexo por aqui, e de decisão partidária para cumprir outros papéis, investindo em outra liderança. Há, ainda, a possibilidade de ir adiante proposta do presidente Jair Bolsonaro, que impediria a reeleição.

Formação
O governador Renato Casagrande concorda, porém, que hoje não existe este nome no seu grupo para assumir o processo sucessório. Palpites?

Puxão de orelha
Na “prestação de contas” do governo, que na verdade foi um debate de propostas, o deputado estadual José Esmeraldo (MDB) não deixou passar em branco a insatisfação com o secretário de Educação, Victor de Angelo. Ele reforçou para Casagrande, como registrado em plenário recentemente, que o secretário não atende os deputados. Esmeraldo quer que o governador dê um “puxão de orelha” no novato.

Sem ponte
Já Iriny Lopes (PT) pediu a garantia pública de que o governador não atuará de forma antidemocrática como o antecessor, Paulo Hartung, que se recusava a se reunir com os movimentos sociais, enviando somente interlocutores. “Vai dialogar diretamente, quando for necessário?”, perguntou. Casagrande afirmou que sim.

Retrocesso 
Outra questão levantada pela deputada foi a constatação de que os crimes de feminicídios do Estado, que são muitos, não estão mais sendo investigados pelas Delegacias Especializadas da Mulher (Deam's), e sim pela Divisão de Homicídios (DHPP), como todos os outros casos. Menos apropriado ainda: o delegado responsável é homem, não mais uma mulher. 

Debate
Sergio Majeski, do PSB, mesmo partido de Casagrande, criticou o governador pelas indicações políticas no governo e no Tribunal de Contas, e ainda de pessoas condenadas pela Justiça ou investigadas. Os dois terminaram as fases de pergunta e respostas ainda discordando. Mas, segundo Casagrande, “não totalmente, mas da intensidade do pensamento”.

Debate II
Majeski saiu do plenário apontando como insatisfatórias as respostas do governador. No entanto, não há como negar, Casagrande sabe discordar. Comparando com Hartung, então...quantas vezes o ex-governador “perdeu a linha na Assembleia, ao ser contrariado”? 

Pressa
Saiu na revista Crusoé que o ex-senador Magno Malta (PR) deu entrada na sua aposentadoria, após passar 20 anos no Congresso Nacional. É bom correr, né? Além de ter perdido o mandato, precisa fugir das regras mais rígidas da reforma da Previdência proposta pelo seu “ex-amor” e segundo ele ainda aliado, Jair Bolsonaro.

Durma com esse barulho...
Em janeiro último, matéria do Estadão indicava que mais de 150 parlamentares do Congresso Nacional, derrotados nas urnas, poderiam requerer o benefício. Magno foi eleito deputado federal em 1998, depois pulou para o Senado e de lá não saiu mais, até perder de virada em 2018. Pelos dados do Estadão, ele poderá se aposentar com salário de R$ 33,7 mil, seis vezes mais do que o atual teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

PENSAMENTO:
“Os desconfiados desafiam a traição”. Voltaire

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