Majeski reafirma perseguição e diz que pode concorrer em Vitória pela Rede

Deputado aponta que as barreiras são em decorrência de um ''mandato altamente transparente''

“Existe um movimento orquestrado por trás dessas ações para me empurrar para longe”, disse o deputado estadual Sergio Majeski (PSB), que considerou estranhas as ações que correm no Ministério Público Estadual (MPES) e na Corregedoria-Geral da Assembleia Legislativa. Ele reafirmou, no entanto, a disposição de concorrer à Prefeitura de Vitória em 2020, sinalizando que poderá se filiar à Rede por meio de uma ação de justa causa na Justiça Eleitoral, para não perder o mandato. 
 
“O partido está aberto para o Sergio, o convite já foi feito e estamos aguardando”, disse o vereador de Vitória Roberto Martins (PTB), de mudança para a Rede, seu partido anterior, esperando apenas a abertura da janela partidária que ocorrerá em março de 2020 para quem tem mandato de vereador. “Estamos juntos”, ressalta. 

Segundo Martins, "se o Sergio vier mesmo, depois de superar as barreiras do Ministério Público, desisto de minha candidatura a prefeito de Vitória e cedo o lugar a ele”. E acrescenta: “Nesse caso, serei candidato à reeleição”.   

Essas barreiras, muito estranhas, segundo Sergio Majeski, surgiram em decorrência de um “mandato altamente transparente”, que desagrada a alguns, mais interessados em impedir o seu desempenho na Assembleia. Por isso, ele denunciou nas redes sociais nesta quinta-feira (24) a existência de  “um movimento orquestrado nos porões lamacentos dos conchavos, do patrimonialismo da falta de ética e de republicanismo”. E garantiu que continuará "firme no caminho da verdade, da democracia, da transparência, de ética e da moral, da constitucionalidade, do republicanismo e do compromisso com a sociedade”.

Majeski criticou, também, o procedimento adotado pela Corregedoria-Geral da Assembleia no caso das críticas à criação de 307 cargos comissionados no MPES, e destacou que exerce um mandato sem apego pessoal, além de lembrar que só no primeiro mandato economizou cerca de R$ 2 milhões em seu gabinete. “Trabalho com 10 funcionários ao invés de 19 comissionados dos outros gabinetes”. 

O deputado responde a ações por ter apontado uma suposta “troca de favores” entre o MPES e a Mesa Diretora da Assembleia, que, no dia 16 de julho, aprovou projetos mudando o regime de fiscalização da frequência do trabalho de ocupantes de cargos comissionados, abrindo brecha para os chamados “funcionários fantasmas”, e autorizando a criação de 307 cargos comissionados no MPES.   

Além dessas denúncias, Majeski manifesta insatisfação com o PSB desde o período pré-eleitoral de 2018, com as articulações ao Senado feitas pelo partido com o ex-senador Magno Malta (PL) e, depois, favorecimento à candidatura de Marcos do Val (Cidadania), forçando-o a concorrer à reeleição à Assembleia Legislativa.

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