Coletivo de Mulheres Dona Astrogilda será lançado sábado em Aracruz

Grupo que quer discutir direitos das mulheres leva o nome da Rainha do Congo de Vila do Riacho

No próximo sábado (16), às 9h, o Coletivo de Mulheres Dona Astrogilda realiza seu lançamento oficial na Câmara de Vereadores de Aracruz, seu município de atuação, no norte do Estado.

As articulações do grupo que agora funda o coletivo surgiram no ano passado, diante das manifestações do #EleNão no período eleitoral, contra o então candidato e hoje presidente Jair Bolsonaro (PSL), mas também em favor dos direitos básicos das mulheres e contra os retrocessos não só em relação às mulheres como também à sociedade em geral.

No último sábado, o coletivo mobilizou integrantes para realizar um ato referente ao Dia Internacional da Mulher. “O objetivo é dialogar com todas as mulheres. Aracruz carece muito desse tipo de mobilização”, diz Camilla Paulino, uma das integrantes do coletivo.

Dona Astrogilda, que dá nome ao coletivo, é a Rainha do Congo da comunidade de Vila do Riacho, localizada em Aracruz. “Escolhemos homenagear Dona Astrogilda porque ela é uma figura conhecidíssima no município, tem toda uma história de luta, uma trajetória no congo e como parteira e assistente social, mesmo idosa continua ativa, é um exemplo para todos nós”, relata Camilla. Dona Astrogilda é presença confirmada no lançamento do coletivo que leva seu nome, juntamente com um grupo de mulheres tocadoras de congo que farão apresentação no local.


Foto: Luã Quintão

Durante o evento será realizada uma apresentação do grupo e também um relato sobre as próximas ações pensadas como encontros de leitura e de debate e visitas a diversas comunidades de Aracruz para dialogar com as mulheres por meio de rodas de conversa.

“No último ato conseguimos dialogar com mulheres de diferentes espectros sociais e crenças religiosas, todas apoiavam o ato, todas têm histórias para contar. Queremos ouvir essas mulheres que muitas vezes não têm onde se expressar ou serem ouvidas”, relata a integrante, que considera que as rodas de conversa nas comunidades podem ajudar a aproximar outras mulheres que não estão tão acostumadas com um debate político mais tradicional.

Além das questões que afetam as mulheres, o Coletivo também pretende participar das outras lutas que envolvem a cidade, como a luta pela melhoria no sistema de transporte, realizando diálogo com outros grupos políticos e culturais relacionados com hip hop, tema LGBT e outros atuantes em Aracruz, além de partidos políticos que defendem os direitos das mulheres. Outras pautas nacionais que afetam mulheres e a sociedade em geral também são pauta para o coletivo, como é o caso do enfrentamento à reforma da Previdência.

A própria Câmara de Aracruz, onde ocorre o lançamento do Coletivo, expressa o déficit de representatividade: apenas duas dos 17 vereadores da casa são mulheres, o que equivale a menos de 12% do total.

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