Casagrande diz que não negará parceria com o governo Bolsonaro 

Renato Casagrande aprova a reforma da previdência, mas acha difícil a tramitação de um regime a outro

Com muita cautela, expressão que gosta de usar, o governador Renato Casagrande (PSB) afirmou que tem uma “relação extraordinária, do ponto de vista institucional, com o governo Bolsonaro” e que não negará uma parceria. 
 
As declarações foram feitas em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, publicada nesta terça-feira (6), na qual ele diz achar virtudes no atual governo, apesar do ambiente de economia de inclinação neoliberal. 

O governador assume essa posição, esboçada desde o início de sua gestão, apesar de ser membro do PSB, partido que integra o bloco de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), juntamente com o PT, Psol e Rede, em nível nacional.

Casagrande defende, por esse motivo, uma atuação firme da oposição, independente das relações institucionais com os governos estaduais. Para ele, isso dará equilíbrio ao governo, garantindo a distribuição de renda e direitos sociais. “Não é o mercado que vai resolver a desigualdade social brasileira”, ressalta.  

O governador prossegue na entrevista fazendo uma leitura da realidade no País e pontua, em concordância com os primeiros dias do governo federal: “A população está menos interessada em ideologias e mais em resultados e políticas públicas”. 

No entanto, discorda do projeto de flexibilização de posse de armas de fogo para o cidadão comum, por achar equivocada a ideia de que essa prática irá reduzir a violência e a criminalidade: “Quanto mais armas em circulação, muito mais rapidamente os bandidos vão alcançar essas armas”, opina.

Sobre a reforma da Previdência, o governador capixaba disse ao jornal que aprova o projeto do governo, mas acha a proposta de capitalização de difícil tramitação, porque ainda não explicaram o que fazer com o regime atual.

Inquirido pelo jornal sobre a greve da Polícia Militar, em 2017, e a anistia dada aos policiais logo no início do seu governo, Casagrande alfinetou o ex-governador Paulo Hartung, apontando a “incapacidade do governo passado em lidar com a crise”, ressaltando a falta de diálogo e o comportamento arrogante. Ele defende que a concessão da anistia "fecha a ferida".

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