Rádio – uma reflexão

Existe uma revolução invisível no rádio e a maioria de seus membros não capta a situação

Existe uma revolução invisível no rádio, sendo que a maioria de seus membros não capta a situação. Há muito que o rádio é “companheiro” e é nessa tecla que vamos bater: o companheirismo do rádio na vida atual da população. Cada vez que passa o sistema “crudeliza” a população em termos psicológicos, advinda de crise financeira, os feminicídios, aumento de doenças patológicas, o fator solitário das pessoas, o problemas afetivos de família, de amor, etc. Quem não tem problemas? Aí entra o rádio e sua real utilidade para o ser humano, diferente desta emissão dos dias de hoje.

Quantas vezes ouvimos falar que o rádio é realmente amigo das pessoas, principalmente aquelas que vivem só, acordam cedo, pessoas mais velhas, e dos jovens também? Esses ainda estudam, namoram e fazem outras coisas ouvindo o rádio. Mas o rádio surte mais efeito na doença da moda, a depressão. É comum ouvirmos alguém dizer que ouviu belas palavras que o reconfortaram vindas do rádio. Talvez, nesse momento, é explicado o crescimento exagerado da audiência das emissoras religiosas, quem mexem com o interior das pessoas.

Segundo constam estudos recentes, o rádio não evoluiu nada nos últimos 30 anos, em termos de criação de programação. Só mesmo em tecnologia. Mas isso é muito frio e não basta. O que realmente importa é seu direcionamento de programação. E por falar nisso, o que mais se comentou de novidade foram as segmentações. Mas segmentar é limitar audiência, é direcionar classes, e a missão do rádio não é limitar e sim abranger. Essa é a sua finalidade desde Marconi.

Então, com o aumento das doenças psicossomáticas em todo mundo, mister que o rádio vá falar para essas pessoas e não ficar somente informando e divertindo. É pouco para as reais utilidades deste veículo. Mas a culpa ainda é de quem o operacionaliza, que não ousa ou não caiu na modernidade ou na atualidade. Aliás, rádio é serviço, é utilidade pública. Faz parte da tecnologia de ponta ainda.

O que seria utilidade pública nos dias de hoje? Achados e perdidos? Anunciar empregos? Nós que não vemos, mas a real utilidade pública do rádio é estar perto e ajudar quem o escuta nos seus momentos duros e depois dar uma suavizada na vida da pessoa com música ou algum humor, além da informação. Seria isso mesmo!

PARABÓLICAS

Rola notícia que a Mix FM es

tará de volta a Vitória, só que desta vez em um dos canais de rádio da Gazeta.

Apesar da crise, milhares de capixabas estão em Salvador neste carnaval, atrás do Trio Elétrico...

Mauro Lúcio Nascimento, antigo companheiro de rádio, atualmente morador em Recife, não perde o Galo da Madrugada.

Giovani César deverá ser convidado para um programa de análise política e econômica em uma rádio noticiosa de Vitória.

MENSAGEM FINAL

"Brasil: Esse estranho país de corruptos sem corruptores". Luis Fernando Veríssimo

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