Ufes e Ifes mobilizados para a greve nacional da Educação

Um dia antes do ato, Ufes divulga comunicado de contenção de despesas. Professores aprovam paralisação

Professores, estudantes e servidores da educação pública, em especial das instituições federais, estão mobilizados para o 13A, Greve Nacional da Educação, manifestação que será realizada em todo o País nesta terça-feira (13). No Espírito Santo, a mobilização tem se intensificado a partir dessa segunda-feira (12) com panfletagens e convites para participação no protesto. Já no dia do ato, estão marcadas aulas públicas e três concentrações para as passeatas que terão como destino a Assembleia Legislativa. Uma sairá de frente do Teatro Universitário da Ufes, às 16 horas. Outras duas do campus Ufes Maruípe e do Instituto Federal capixaba (Ifes de Jucutuquara) às 15 horas.    

Docentes da Ufes, em assembleia no último dia 7, decidiram por paralisar as atividades no dia da Greve Nacional da Educação. Aprovaram, ainda, um indicativo de paralisação por tempo indeterminado que depende de aprovação em nível nacional para entrar em vigor. 

Manifestações também devem ocorrer no interior do Estado, sobretudo nos municípios onde há a presença de unidades da Ufes e do Ifes. 

Contenção de despesas 

Um comunicado assinado pela Administração Central da Ufes endereçado à comunidade acadêmica, divulgado nesta segunda, apresenta um plano de contenção de despesas. O documento explica que “em reuniões realizadas com os gestores da Ufes, de modo a fazer frente ao corte orçamentário de 30% ao qual as Instituições de Ensino Superior estão submetidas, foram acordadas ações para ajustar despesas de custeio da Universidade ao orçamento disponível até o final de 2019”. 

Entre os cortes foram elencados: suspensão das ajudas de custo para eventos, exceto para aulas de campo previstas nos projetos pedagógicos dos cursos; corte de 50% nas despesas de manutenção de equipamentos, de material de consumo e de manutenção de área verde; alteração na frequência da limpeza de banheiros da área administrativa, de salas de aula, de salas administrativas e de professores, além dos corredores dos prédios; suspensão do uso de aparelhos de ar-condicionado, exceto nos espaços que não possuem ventilação natural (janela), espaços cuja cobertura não seja de laje e nos laboratórios com equipamentos sensíveis a altas temperaturas.

Também serão realizados apenas reparos emergenciais que possam causar aumento de custos ou riscos para a comunidade universitária.

Paralisação por tempo indeterminado 

Reunidos em assembleia geral no último dia 7, os professores da Ufes já aprovaram um indicativo de paralisação por tempo indeterminado; movimento que está sendo construído em conjunto nas instituições federais de ensino superior e os movimentos sociais e sindicais contra os ataques constantes do governo de Jair Bolsonaro (PSL) à educação. A decisão será levada para discussão no Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) até ser colocado em prática. 

Durante a assembleia, a categoria também se mostrou contrária ao projeto de lei “Future-se” do Ministério da Educação (MEC). Na avaliação geral, o programa representa a privatização da educação, com perdas da autonomia na gestão e atividades-fim e da estabilidade de servidores.

Panfletagens e aulas públicas

A programação para a Greve Nacional da Educação prevê panfletagens, que estão sendo realizadas nessa segunda-feira (12) e continuaram na terça (13) na passarela em frente à Pró-reitoria de Graduação (Prograd), nos portões da Universidade que dão acesso à Avenida Fernando Ferrari e nos próprios semáforos que ficam em frente ao campus. Já as aulas públicas serão realizadas no dia do protesto. 

Serão duas aulas públicas, uma às 13h30, com o tema “Há Futuro para a Universidade Pública com o Future-se?”, realizada no Centro Acadêmico de Ciências Sociais. Outra, ministrada por docentes do Coletivo Professores em Movimento, às 15h entre o IC2 e o IC3 com o tema “O Caráter Social da Universidade Pública”. 

 

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