Sucessão de 2020 em Vitória sinaliza frustração de candidaturas já colocadas

Surgimento de novos nomes, como da vereadora Neuzinha de Oliveira, pode mudar cenário da disputa

Com a ampliação da lista de nomes visando concorrer à sucessão do prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), em 2020, pré-candidaturas já colocadas no mercado tendem a naufragar nas articulações em andamento, que revelam a formação de novos blocos, trazendo à tona lideranças competitivas. 

Entre os novatos na lista dos concorrentes que circula no mercado se destacam o empresário Aridelmo Teixeira (Novo), o ex-secretário de Segurança Pública do governo passado, André Garcia (MDB), e a vereadora Neuzinha de Oliveira, eleita para o diretório municipal do PSDB com mais de 400 votos, que poderá ser uma válvula de suspiro depois da participação desastrosa do partido nas eleições de 2018.   

Dos concorrentes já apontados no mercado, os deputados Sergio Majeski (PSB) e Fabrício Gandini (PPS) mantêm suas posições. Majeski afirma que irá participar das eleições, mas evita falar sobre candidatura, sem conseguir esconder que estará na disputa em 2020. 

Como o deputado estadual mais votado em 2018, reeleito com mais de 40 mil votos, e um mandato atuante na Assembleia Legislativa, é um concorrente natural, mas esbarra em uma barreira provocada por ações isoladas, sem agregar apoio político. Mesmo assim, até agora, é um dos fortes concorrentes, mas, no entanto, não pode contar com o seu partido. 
 
André Garcia, com um potencial de mais de cinco mil votos para deputado estadual em Vitória em 2018, está sendo articulado pelo presidente estadual do MDB, ministro adjunto de Desenvolvimento Social, Lelo Coimbra, que busca aproximação com o governador Renato Casagrande. Garcia, atualmente em Vila Velha, já cogita transferir o domicílio eleitoral para Vitória. 

Já o PSDB, com um saldo extremamente negativo nas eleições de 2018, tenta se reerguer. Para isso, o deputado Vandinho Leite, secretário-geral do partido no Estado, tenta filiar o recém eleito deputado estadual Lorenzo Pazolini (sem partido), que se movimenta claramente para suceder Luciano Rezende em 2020. 

Uma tarefa complicada quando ele encontra pela frente a vereadora Neuzinha de Oliveira, cujos movimentos indicam que ela busca mais apoios a fim de apresentar seu nome como pré-candidata. Política experimentada, conta ainda com o fato de ser mulher e poderia, como em São Paulo, organizar uma prévia a fim de fortalecer seu projeto. 
 
O cenário atual aponta o deputado estadual Fabrício Gandini (PPS) como uma das pré-candidaturas com indicadores mais desfavoráveis, em consequência de desgastes naturais de dois mandatos de vereador e também pela passagem como supersecretário de Luciano Rezende até eleger-se para a Assembleia.

Um dos sinais mais claros foi registrado nesta quinta-feira (11), durante o encontro de lideranças evangélicas com o governador Renato Casagrande, de quem Gandini espera ter o aval, considerando a aliança do PSB e Luciano Rezende. 

Ao contrário do esperado, o deputado não estava no grupo de pré-candidatos de outros municípios que foi recebido no Palácio Anchieta. Nos meios políticos, a ausência de Gandini sinaliza que o governador não pretende sustentar a candidatura, pelo menos por enquanto. Até mesmo porque já podem ser identificados, desde as eleições de 2018, redução de sua densidade eleitoral, apesar dos movimentos do deputado com a vestimenta da nova política. 

Gandini tem um exército de comissionados na Prefeitura de Vitória e isso é velha política. Do mesmo modo, ele terá que explicar na campanha o legado ruim de Luciano: uma gestão sem obras, com sérios problemas de mobilidade urbana, e uma cidade cheia de pessoas em situação de rua. Além disso, ele conta com a atuação mais próxima do eleitorado da capital do vice-prefeito, Sérgio de Sá (PSB), secretário de obras do município, que consegue ampliar a penetração nas comunidades. O mercado, por essas razões, vê Gandini como um candidato de si mesmo.

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