'Que os investimentos da Garoto tragam empregos de qualidade sem terceirização'

Linda Morais, do Sindialimentação, fala sobre a luta da categoria desde a compra da Garoto pela Nestlé

Diante do anúncio de investimentos na ordem de R$ 100 milhões pela Garoto, o Sindicato dos Trabalhadores em Alimentação e Afins do Espírito Santo (Sindialimentação/ES) reafirma a principal reivindicação da categoria, defendidas principalmente após a compra da fábrica capixaba pela Nestlé, em 2002: manutenção de empregos de qualidade, sem terceirização. 

“Sempre foi uma reivindicação do sindicato que a empresa operasse em capacidade máxima. Desde que a Nestlé comprou a Garoto, reivindicamos manter empego e fazer investimentos na fábrica”, afirma Linda Morais, presidente do Sindialimentação. 

O crescimento da empresa é bem-recebido pela entidade, mas é preciso que beneficie os trabalhadores, para assim também beneficiar a economia capixaba. “É bom pro nosso estado, que a empresa cresça! Mas que esses investimentos tragam emprego de qualidade, com cartela de benefícios que atenda aos trabalhadores”, declara. “E sem terceirização, pois é subempregar as pessoas” adverte a presidente do Sindialimentação. 

O posicionamento se faz necessário, explica Linda, tendo em conta as negociações para os acordos coletivos do biênio 2019-2020. “Estamos negociando há quatro meses. Foram 48 manifestações do sindicato e muitas reuniões, lutando por acordos que mantenham direitos já conquistados”, relata. “A luta tem sido difícil para não perder os benefícios”, diz. 

Segundo reportagem publicada no jornal A Gazeta nesta quarta-feira (2), a Garoto está pronta para investir R$ 100 milhões em tecnologia para lançamento de novos produtos. A intenção é lançar 20 novos produtos até final deste ano, aumentando para 110 a cartela, hoje em 90 itens. 

A diretoria da empresa também prevê a necessidade de ampliação da planta fabril de Vila Velha, hoje com 1,6 mil empregados efetivos e cerca de 300 terceirizados. A Garoto puxou o crescimento da Nestlé em 7% em 2018 e em 3% no primeiro trimestre de 2019, afirma o Sindicato, estando entre as maiores do grupo no mundo. 
 

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