Psol estadual descarta aliança com o PT para evitar aproximação com a direita 

André Moreira se coloca em posição irredutível para evitar alinhanças com grupos de direita

Ao contrário do que ocorre em cidades como Rio de Janeiro, Belém e Florianópolis, entre outras, o Psol estadual descarta qualquer aliança com o PT, por temer alinhamento com partidos de direita, “como já ocorreu aqui no Espírito Santo”, segundo o presidente do diretório estadual, André Moreira, que integra a Ação Popular Socialista (APS), ala mais à esquerda da sigla, formada por dissidentes do PT. 

Por sua vez, o dirigente petista Perly Cipriano, questionado sobre o posicionamento do Psol, acena para uma conversa aberta com outros partidos, com a garantia de que o PT manterá sua linha em defesa da democracia, com a bandeira Lula Livre. Segue os o movimentos do partido em nível nacional, apesar das divergências internas, extremamente acentuadas nos dois partidos.  

Exemplo dessas diferenças é a vinda a Vitória do ex-candidato a presidente da República pelo Psol, Guilherme Boulos, para um ato em defesa da educação, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), nesta quinta-feira (19), no mesmo dia e horário de uma reunião de filiação organizada pelo Psol estadual. 

André explica: A visita de Boulos sem conversar com a direção estadual é um boicote. Nossa plenária já estava marcada. Há uma campanha de filiação até 7 de outubro. O Boulos veio para ajudar na filiação da corrente a que ele se aproximou que é a Primavera Socialista. Foi uma grande falta de respeito”.

De volta ao PT, André comenta que “não dá para se unir com um partido que poderá se aliar de novo com ex-governador Paulo Hartung”, em alusão ao atual presidente do PT, João Coser, alinhado ao governo passado, chegando a exercer o cargo de secretário de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano. 

O dirigente do Psol ressalta ainda que essa reaproximação do PT com o grupo de Hartung, apesar de desarticulada nas eleições de 2018, poderá ressurgir, dependendo do resultado das eleições para o diretório estadual do PT, que será definido em outubro próximo. Caso o grupo ligado a João Coser se mantenha na presidência, há esse risco, segundo André. 

Lideranças do PT e o Psol tentam formar uma frente nacional, com a participação de outros partidos, mas encontram resistências tanto internas quanto junto a outras siglas. Em março desse ano, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), esteve reunido com o ex-candidato a presidente da República, Fernando Hadadad (PT) e Guilherme Boulos (Psol), para tratar desse assunto. 

Nesse mês de setembro, partidos de oposição ao governo Jair Bolsonaro promoveram na Câmara dos Deputados um ato e seminário em defesa da soberania nacional, do emprego e contra as privatizações em curso. Na ocasião, também foi lançada a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional. 
 

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