Nas internas

Isolamento; denúncias na Corregedoria...situação de Theodorico Ferraço vira ‘sinuca de bico’ na Assembleia

Fora de cena na Assembleia desde o início da atual legislatura e com raríssimas aparições em discursos no plenário, o deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM) passa por isolamento político na Casa agravado com as denúncias protocoladas na Corregedoria contra ele, duas relacionadas a escândalos em Itapemirim, no sul do Estado, região que tem reduto eleitoral, e uma a essa “inércia” (ele não participa de comissões) no mandato. Os casos, como circula nos bastidores, estariam sob a batuta do presidente da Corregedoria, Hudson Leal (PRB), do vice Euclério Sampaio (sem partido) e de Marcelo Santos (PDT), um dos membros. Embora não se conheça o teor das acusações, há quem diga, na Rádio Corredor, que tem deputado querendo a cabeça de Theodorico, leia-se cassação do mandato. Ao mesmo tempo, porém, existe um movimento que não vê condições para isso e defende a longa trajetória política de “Ferração” que, só na Assembleia, cumpre o sexto mandato – fora três de deputado federal e quatro como prefeito de Cachoeiro de Itapemirim. Em meio ao mistério que ronda o trâmite desses processos, desde o mês passado, qual será a saída – ou não saída - para essa “sinuca de bico”?

Bate-rebate
Um desses raríssimos momentos de Theodorico foi exatamente na troca de acusações registradas em Itapemirim nos últimos meses, entre vereadores e o prefeito Thiago Peçanha (PSDB). Começou com aberturas de CPIs e afastamento do prefeito pela Câmara e foi parar na Assembleia em discurso de Euclério em defesa de Peçanha, que por sua vez acusou Theodorico, que então se defendeu.

Bate-rebate II
Euclério voltou dias depois à tribuna do plenário para falar de ameaças de morte, enquanto Theodorico fez solicitação acatada pela Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos para oitiva dos vereadores da CPI. Já o prefeito, apesar de convidado, não compareceu à Casa. A polêmica é sobre supostas fraudes cometidas no repasse de verbas para o Consórcio Intermunicipal de Saúde CIM/Expandia Sul pela prefeitura.

Avisou
Na ocasião do afastamento, ao chamar Theodorico de "delinquente político" e de arquitetar a CPI para favorecer sua mulher em 2020, a deputada federal Norma Ayub (DEM), Thiago Peçanha disse que iria processá-lo e também os vereadores da CPI. Agora se foi ele que acionou a Corregedoria ou um aliado ainda não se sabe, pelo menos oficialmente...

Resumo
Muda prefeito, vereador, deputados...e a política de Itapemirim continua a mesma: guerra atrás de guerra e sem vez para amadores.

Mesa (enfim) aberta
Alguns dias de atraso e outra interlocução, mas aconteceu. O governo se reuniu novamente com entidades dos servidores que estão em campanha pela recomposição das perdas salariais acumuladas desde 2014. A escalada da vez foi a vice Jaqueline Moraes, que assim como o secretário de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, se comprometeu a levar o pleito a Casagrande. 

Mesa (enfim) aberta II
A demanda, para já, é a concessão de 5,56% referente a 2018, para bloquear as perdas que chegam a 26,8%. Mas os servidores também cobram uma mesa permanente e a fixação da data-base. As respostas da gestão estadual serão levadas à assembleia geral unificada no próximo dia 30. Não estão descartados novos protestos. Até porque, Casagrande já disse que só fará concessões nessa área no ano que vem.

Mesa (enfim) aberta III
A primeira reunião com o governo, depois de meses de reivindicação, aconteceu junto com a sanção da criação dos 307 cargos comissionados no Ministério Público Estadual (MPES), sugerindo um “sossega-leão” diante da evidente insatisfação com a decisão. Positivo que rolou a segunda, mas é preciso avançar.

Reações
Nem tudo são flores no oba-oba da assinatura pelo governador e o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (Cidadania) na cessão do terreno para construção da nova sede do Centro de Polícia Técnico-Científica da Polícia Civil, na Avenida Fernando Ferrari. Os vereadores Max da Mata (PSDB), Mazinho dos Anjos (PSD) e Davi Esmael (PSB) reagiram com denúncias e a seguinte pergunta: para onde vai a Guarda Municipal?

Reações II
É que o terreno abrigava parte da Guarda, cuja sede principal, no Centro da Capital, está caindo aos pedaços, com riscos aos servidores, segundo apontaram os discursos. Há, ainda, denúncias de assédio moral e ameaças de cortes aos guardas, que não têm conseguido fazer o trabalho de rua porque estão sem coletes adequados - vencidos, fora dos tamanhos ou trocados (homens e mulheres). Max da Mata chegou a falar em CPI.

10 x 2
Renato Casagrande tem dois opositores na Câmara de Alegre (sul do Estado). A sessão que apreciou o projeto para conceder o título de cidadão do município ao governador registrou votos contrários dos vereadores Théo Alves da Rocha (PTC) e Marcos Rubim (PSC). Eles perderam para 10 “sim” e uma abstenção. A solenidade será nesta sexta-feira (16).

PENSAMENTO:
“O mestre disse: Quem se modera, raramente se perde”. Confúcio

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