Eleição da Associação de Moradores de Jardim da Penha agita mercado político 

Grupo de Gandini, candidato a prefeito em 2020, teria ligação com duas chapas, incluindo a da situação

Nenhum dos integrantes das quatro chapas que neste sábado (21) disputam a eleição na Associação dos Moradores de Jardim da Penha (AMJP), em Vitória, assume o caráter político partidário, até mesmo para obedecer a legislação eleitoral. Na realidade, porém, a escolha dos novos dirigentes da entidade será feita pelo voto direto de um colégio eleitoral com um potencial de mais de 30 mil votos, o que agita o mercado político, principalmente por ocorrer a um ano das eleições municipais de 2020. 

A votação será realizada das 8 às 18 horas, na praça Regina Frigeri Furno, local onde é montada uma feira gastronômica às sextas-feiras, sendo o ponto mais central do bairro.  

Da Câmara de Vitória ao Palácio Anchieta, passando pelos partidos e a Assembleia Legislativa, a movimentação alcança os meios políticos e mereceu, nessa terça-feira (17), um pronunciamento do deputado Sergio Majeski (PSB), apontado como pré-candidato a prefeito de Vitória, que criticou o envolvimento de lideranças políticas nas eleições de entidades comunitárias.  

Na Assembleia, além de Majeski, são pré-candidatos os deputados Fabrício Gandini (Cidadania), apoiado pelo prefeito Luciano Rezende, do mesmo partido, e Lorenzo Pazolini, sem partido, mas bem próximo do PSL, apesar da barreira que poderá ser formada pelo grupo do Capitão Assumção, que defende sua candidatura à Prefeitura de Vitória.   

Esses partidos usam a estratégia de colocar seus representantes em várias chapas, pulverizando a influência partidária, para conquistar o voto e, também, garantir espaços para chapas de vereadores.

O grupo de Gandini, segundo circula nos bastidores, tem integrantes em duas chapas (3 e 4) da disputa, incluindo do atual presidente da entidade, Peterson Pimentel, que é do Cidadania e busca a reeleição. O deputado estadual já venceu, este ano, a eleição para a Associação de Moradores de Jardim Camburi.

O PT, historicamente com bom desempenho no bairro, além de ter membros em pelo menos três grupos, conseguiu montar uma chapa em que a maioria de seus membros possui fortes ligações partidárias. Trata-se da Chapa 1, “Jardim da Penha Quer +”, que tem como coordenador-geral o metalúrgico aposentado Luiz Valentim. As lideranças são ligadas ao deputado federal Helder Salomão e à deputada estadual Iriny Lopes.

Confira a composição das chapas

Chapa 1, “Jardim da Penha Quer +” integrada pelo metalúrgico aposentado Luiz Valentim, coordenador geral, e Nádia Peres Pereira, Júlio Cesar Pagotto, Marildes Gomes da Silva, Miguel Intra, Isabel Cristina C. Miranda, José Vasconcelos Maria, Ralph Ribeiro, Lais Lima Rezende, Geraldo Carlos do Carmo e Gisele Azeredo Vieira.

A chapa 2 - “Por Amor a Jardim da Penha” tem como coordenador geral Ângelo Delcaro, advogado, e os membros Marcio Gonoring Soares, Lucas Rodrigues de Lima, Angela Maria da Silva Lopes, Larissa Romano Maestri, Fabricio Pancotto, Thiago Haddad, André Luis Crico, Maxilene Coutinho, Regina Silva Tose e Manoel de Moura Soares.

A chapa 3 - “União, Compromisso e Trabalho”  à frente o servidor público Peterson Pimentel, tem os seguintes membros: Tereza Motta, Alberto Bomfim, Dermival Martins, Ulisses Cypreste, Jordana Tedesco, Jarbas Christo, Bianca Duque, Vitor Simonassi, Daniela Durço e Léo Costa

Chapa 4 - “Jardim da Penha acima de tudo” tem como coordenador geral Darcio Bacarense, que ocupa o cargo comissionado de subsecretário de Controle Ambiental da pasta comandada por Luiz Emanuel Zouain, e como membros professor Marco Bravo, também cargo comissionado na Secretaria Municipal de Meio Ambiente de gerente de Pesquisa e Monitoramento e Ecossistemas, além de Márcia Lobo, professor Daniel Flach, chefe Nil, professor Júlio Ferreira, Sônia Uchiyama, Daniele Benevides, Sandra Carneiro, Clevis Stoco e Josemar Capucho.

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