Editora comemora seis anos em 'Evento de Vender Livro'

Foram 35 obras já lançadas no Espírito Santo. Várias delas estarão à venda terça-feira (11) na Rua da Lama

Já se passaram seis anos desde que Marília Carreiro lançou seu primeiro livro, Opala Negra, marcando também o surgimento da Editora Pedregulho, uma das mais importantes para produção literária do Espírito Santo. A comemoração será com a realização de mais uma edição do Evento de Vender Livro, realizado em parceria com a Livros por Lívia com o intuito de visibilizar e aumentar o acesso às obras literárias capixabas. Será na terça-feira (11), de 18h às 22h no Cochicho da Penha, bar localizado na Rua da Lama, em Vitória.

Formada em Letras, Marília viu a oportunidade de criar a editoria quando preparava seu livro. "Conversando com meu irmão, que tinha uma gráfica na época, ele sugeriu que fizéssemos uma edição artesanal, pequena tiragem. Para publicar o livro, precisava de um registro e, consequentemente, de um nome para a editora". O nome foi resolvido com uma pitada de bairrismo como inspiração. Natural de Pancas, ela lembrou que a cidade possui muitos pedregulhos e daí batizou a editora que surgia. "É interessante porque muitos os que passaram por mim associam pedregulho a pedras pequeninas, mas sempre pensei como um penedo". E sendo pequena mas pensando grande, a editora já foi responsável pela publicação de 35 livros no Espírito Santo ao longo destes anos.

Marília define a Pedregulho como uma editora plural, que trabalha a diversidade em todas suas formas. Publicou não só literatura, mas também livros na área de humanidades e também sobre música, além de preparar para em breve lançar um songbook. Editoras de menor porte acabam conseguindo dar vazão para autores e temas que muitas vezes encontram portas fechadas diante da estrutura do grande mercado editorial "O desejo é as que minorias sejam colocadas em destaque, produzindo e lançando textos, blogs e livros, observando sempre os novos procedimentos e segmentos de produção de conhecimento, adaptando esse conceito ao generalizado e crescente interesse pela literatura nos dias atuais, favorecidos pela internet, através de plataformas on-line".

Cada obra é única. "Por isso, cada publicação é feita com esmero e criatividade, respeitando a individualidade, as opiniões e os desejos dos autores", diz a fundadora da Pedregulho. Marília Carreiro entende que investir na literatura é importante pois influencia diretamente na formação do leitor como cidadão, em sua comunicação, nas relações sociais, profissionais e em todas as esferas da vida. Daí a busca não só por formação de leitores, algo que ainda precisa crescer no mercado capixaba, como também por novos autores com variadas propostas.

Na terça-feira comemorativa, o Evento de Vender Livro, que vem se consolidando como uma momento interessante para aproximar escritores e leitores e ajudar na formação de público para as obras capixabas, terá mais de 20 livros à venda, da Pedregulho e de outras editoras. Com a banquinha montada, as pessoas vão chegando e se juntando. Autores podem se somar na hora trazendo suas obras. "É sempre uma grande confraternização", diz Marília.

Comente Aqui
Confirme seu comentário no e-mail em até 48 horas para mantê-lo ativo.
Atenção caros leitores, comentários com link não serão mais aceitos. Evite ser bloqueado.
0 Comentários

Seja o primeiro a comentar.

Matérias Relacionadas

Curta-metragem infantil capixaba é selecionado para festivais internacionais

Coluna CulturArte traz novidades no Conselho de Cultura, na Academia de Letras e novos discos lançados

Novo disco do Dead Fish é um tapa na cara de Bolsonaro e seus asseclas

Rodrigo Lima, vocalista da banda capixaba que é referência no hardcore nacional, fala do álbum Ponto Cego

Dentro da escola, poesia ganha letras e formas

Projeto Arte e Resistência incentiva literatura marginal e poesia visual para jovens em Vitória

Exposição de fotos registra pó preto na Praia de Camburi

"Quanto vale ou é em pó", de Zélia Siqueira, será inaugurada dia 17 na Biblioteca Central da Ufes