Djonga é processado por se negar a fazer show em Vitória

Rapper se recusou a se apresentar ao saber do envolvimento de produtores do evento em caso de estupro

Um dos destaques do rap nacional no momento, o mineiro Djonga está sendo processado por ter se negado a realizar um show que aconteceria em Vitória na última sexta-feira (5). A polêmica teria surgido depois que fãs o alertaram que integrantes da produção do DJ capixaba Jean du PCB, que organizava o evento em que ele tocaria, estiveram envolvidos em um caso de estupro ocorrido no ano passado em Linhares, norte do Estado.

Até a dia do evento, Jean du PCB mantinha o nome de Djonga no anúncio da festa, embora o rapper tivesse declarado pela internet que não compareceria. “Sobre o show em Vitória: a discussão foi de fato para o judiciário e fui orientado a não falar sobre o assunto. Hoje fui informado pelos meus advogados que tenho respaldo jurídico para não ir ao evento. Não estarei na festa Hoje. Boa noite meus Fãs! Seguimos firmes”, escreveu Djonga via Twitter.

Os advogados da produção conseguiram uma liminar obrigando Djonga a fazer o show sob pena de multa de R$ 50 mil. Após o “no-show” - perdão pelo trocadilho - em Vitória, agora os organizadores do evento querem uma multa de R$ 200 mil alegando prejuízos pelo não comparecimento do rapper, que se apresentaria na noite com outras 10 atrações de rap e funk.

O caso de estupro foi denunciado em julho de 2018 pela jovem vítima. Ela alega que após o show realizado em Linhares foi para um hotel com Gabriel Rodrigo Celestino, um dos empresários de Jean. Segundo o relato da jovem, em determinado momento, cinco homens da produção, incluindo o DJ, teriam entrado no quarto, querendo ter relações sexuais com ela. Após a negativa, Jean e outros saíram mas dois teriam ficado e insistido na relação sem consentimento, o que configura estupro. Rodrigo e estes dois, Victor Hugo Cândido e Richerd Lobão, chegaram a ser presos na ocasião.

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