Corrida de obstáculos

Com propostas menos arriscadas para projetos futuros, não faz sentido Lauriete insistir no PR

O futuro partidário da deputada federal Lauriete (PR) continua a render comentários nos bastidores políticos. Depois de sua declaração de fidelidade ao partido do ex-senador e ex-marido Magno Malta, mesmo que isso signifique disputa interna de poder entre os dois, lideranças do mercado avaliam que Lauriete deve procurar voos mais seguros, sob risco de não conseguir se reeleger em 2022. Embora a data pareça distante, os projetos já estão na mesa de articulações, pois precisam se consolidar a partir das eleições municipais de 2020, campo onde Lauriete já atua, principalmente em Vila Velha. Com 51,9 mil votos no pleito de 2018, o que não faltam são legendas interessadas em “comprar o passe” de Lauriete, como ela mesma confirmou nessa quarta-feira (10). Por que insistir, então, no PR, que esbarra em Magno na meta de delimitar livremente seu território e, além de tudo, está há anos desidratado no Espírito Santo? A aposta mais alta é a seguinte: em questão de tempo, Lauriete fecha “novo negócio”.

Acomodação
Das legendas que já aparecem nas rodas políticas por estarem em conversas com Lauriete, uma considerada lucrativa é o PSB, do governador Renato Casagrande. Por razões óbvias: ele pavimenta o caminho à reeleição, tem a máquina na mão, e o partido acomodaria uma possível candidatura da deputada.

Manco
Já o MDB, do deputado estadual Dr. Hércules, passa por sufoco semelhante ao PR. Vazio, vazio, sem saber o que virá pela frente.

Manco II
Até o ano passado, o partido de Magno Malta tinha como principais estrelas ele próprio e o ex-deputado estadual Gilsinho Lopes, derrotados na disputa à reeleição e à Câmara Federal, respectivamente. Saíram os dois, entrou Lauriete, que conseguiu se livrar da marca negativa do ex-marido na campanha.

Dois abrigos
Antes do PR, a deputada federal integrava os quadros do PSC, do primeiro ex-marido, o vereador de Vila Velha Reginaldo Almeida. Ele também se movimenta no município e foi apresentado nesta quinta-feira (11) a Casagrande como o candidato à prefeitura apoiado pela Convenção das Assembleias de Deus no Estado (Cadeeso).

Sei...
Magno, aliás, andou acenando para Casagrande nas redes sociais, com comentário na publicação sobre o aniversário da Polícia Militar. “Muito bem, governador, respeitar e valorizar nossa polícia tão desrespeitada e desvalorizada ao longo dos últimos anos é responder aos anseios da nossa sociedade”. 

Compromisso
Por falar nisso, as associações que representam os militares e bombeiros esperam que o governo do Estado conclua, até esta sexta-feira (12), o levantamento prometido na reunião com Casagrande e secretários. Diante do veto aos principais pleitos da categoria, a medida é ainda um sopro de esperança para prosseguir com o debate sobre a restruturação da carreira e reposição das perdas inflacionárias, com uma nova tabela de subsídios. 

Sem querer, bingo!
Os deputados que integram a Comissão Especial de Fiscalização da Concessão da BR-101 da Assembleia Legislativa estão com a faca e o queijo na mão para a reunião desta sexta-feira (12), às 9h. A proposta de debater o contrato de concessão com a ECO 101 ganhou muito mais elementos nesta quinta-feira (11), com a operação da Polícia Federal que deflagrou esquema de aumento de pedágios por concessionárias. Se tivesse combinado, não daria tão certo. 

Segue...
A comissão é presidida pelo deputado Fabrício Gandini (PPS) e tem Freitas (PSB) como vice. O convidado é o especialista em regulamentação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Rodrigo Lacerda. Só que o órgão também é alvo da PF. Já pensou...

Bandeira
O Dia Estadual do Auditor de Controle Externo terá evento no próximo dia 26, no Tribunal de Contas, com palestras sobre o tema que mais mobiliza a categoria nos últimos anos: mudanças nos TCEs. A categoria, que luta para acabar com as indicações políticas na Corte, convidou a falar os únicos deputados estaduais que não votaram no conselheiro de Casagrande, Luiz Carlos Ciciliotti, na última eleição ao cargo: Sergio Majeski (PSB), Carlos Von (Avante) e Lorenzo Pazolini (sem partido).

PENSAMENTO:
“Há duas coisas que não se perdoam entre os partidos políticos: a neutralidade e a apostasia”. Marquês de Maricá

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