Uma nova estrela que sobe

José Carlos Rizk Filho extrapola o âmbito de uma eleição comum da OAB. Ele vai além

Logo que terminaram as eleições para a Ordem dos Advogados do Brasil no Estado (OAB-ES), vaticinei aqui do meu canto: a vitória José Carlos Rizk Filho extrapola o âmbito de uma eleição comum da Ordem. Ele vai além. Escrevi aqui no Século. Falo com mais firmeza agora, aquilo que era apenas intuição: está sendo gestado um novo líder na política capixaba.

Fui olhado com um ar desdém quando refleti sobre o tema. Agora já se vê que Rizk pode ocupar um imenso vazio deixado com o eventual ocaso do ex-governador Paulo Hartung. 

O jovem advogado, que não chegou aos 40 anos, não toca no assunto e nem a partido político se filiou. Mas quem o acompanha sabe de seu deslocamento diário em todos os municípios do Estado. Claro que não aparece só como presidente da OAB, mas traz causas que sensibilizam a população, sem extrapolar o âmbito do exercício da ética na advocacia. 

A advocacia cuida do ser humano. Mas o presidente da OAB parece que vai mais longe ao acreditar na velha frase de Ulisses Guimarães: “É o voto, somente ele, que faz a acoplagem dos cidadãos com os homens públicos e o estado”. Está seguindo a receita completa. 

Ao agradecer os votos nas subseções do Espírito Santo, trabalha, naturalmente, o perfil de um novo político.  Tanto que, na OAB, procurou assuntos essenciais à população, lutando contra o pedágio nas estradas estaduais e obtendo êxito em sua investida. Não luta no varejo.

Claro que não é uma análise laudatória. São fatos que não vê quem não quer. Não seria temerário hoje dizer que o presidente da OAB tem como seu grande adversário, para o governo do Estado, o atual governador Renato Casagrande. É cedo ainda. Pode ser. Mas os acontecimentos estão sobrevindo. O pique de ambos é o mesmo.  

O governador também, como dizia o governador Camata, “gasta sola de sapato”.  O que pretendo, agora, é lançar uma impressão que extraio dos fatos que estou vendo no dia a dia.  E mais nada. 

Embora seja homem criado no asfalto da Capital, Rizk, no interior, não tropeça nem nas palavras, nem no caminhar. Sabe, sem contar os causos de Camata, chegar macio. Em Castelo, terra de Renato, um senhor ouvia, com empolgação, a entrevista que Rizk concedia a uma emissora local. Perguntei quem era. Ele disse logo: “É um moço da lei e sabe o que está falando. Vai baixar o preço do pedágio”.

Claro que é muito cedo para um prognóstico, mas Rizk é um jovem líder que a advocacia está oferecendo ao mercado político.  E possui todos as exigências que o povo quer.  Nunca falou em política, mas é um craque no manuseio das artimanhas que muitos levam muito tempo para aprender. 

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