Sugestão Netflix: Os Incontestáveis

Trama leva tempo demais a se desenrolar, com cenas repetitivas. Mas o filme tem seus méritos

Belmont e Maurício são irmãos que por algum motivo não explicado tentam reaver um antigo Maverick, na época de posse da família. 

O diretor escolhe as locações mais feias do Espírito Santo, provavelmente para mostrar o que temos de pior, e a trama leva tempo demais a se desenrolar, passando tempo demais nas estradas e botecos, cenas repetitivas que entediam o espectador.

Somente quando os personagens permanecem em um lugar específico a história se desenvolve melhor, até lá, somos obrigados a aturar as paradas para comprar conhaque e o papo furado com os moradores de cidadezinhas. 

O final do filme remete a uma mixórdia de influências do cinema “B” americano até os filmes de Rodrigo Aragão. O desfecho insatisfatório dá a impressão de que o diretor não sabia como terminar o filme. 

Mesmo assim Os Incontestáveis têm seus méritos, o filme não cai na armadilha de criar uma colcha de retalhos com as influências estrangeiras. Ele as absorve e as transforma antropofagicamente em criação própria. 

O contestado capixaba e a união de jeová também são trabalhados, raridade num país sem consciência histórica como o Brasil e, seguindo a lógica do quanto pior melhor, do gosto pelos filmes ruins ou péssimos mas, que apesar de tudo são divertidos e interessantes, Os Incontestáveis já pode ser considerado um clássico do cinema brasileiro.

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