Rubem Braga e o Bairrismo

O escambau com terra natal, diria Rubem. Cachoeiro é uma overdose permanente de orgulho.

O colunista e comentarista Arnaldo Jabour sempre foi metade amor e metade ódio. Uns o idolatram, outros o condenam. Como pode um cineasta inconformado, virar um cronista e dos bons? Sempre prestei atenção nas suas crônicas ou comentários. Nesses, prendiam a gente com seus truques de quem entende de cinema.
 
Gosto dele, pois escreve sem medo aquilo que sempre queríamos escrever ou mesmo falar. Tem sempre uma coisa ou outra de alguém que posta no Facebook, que ele diz não ser dele. Mas Jabour talvez gostaria de ser intitulado o cronista maldito.
 
Pois bem, estava relendo sua crônica em homenagem ao centenário Rubem Braga. Nela, Arnaldo ia discorrendo sua admiração pelo velho poeta, mostrando que conviveu com ele, mais Vinicius e até João Cabral de Melo Neto. E eu lendo e já incomodado por Arnaldo não ter citado o que gostaria de ver: ele escrever, falar de meu pequeno Cachoeiro. Pensei, será que não vai falar?
 
Alguns amigos jornalistas me enviaram a crônica de Jabour falando de Rubem, Cabral e Vinicius.  Outros me ligaram perguntando se já tinha visto. Então eu li bem devagar, numa tarde calorenta, igual em Cachoeiro. Lá pelas tantas da leitura, pensei: Será que ele não citaria minha cidade amada?
 
Foi quando no final do último parágrafo, leio que Jabour escreveu de Rubem: “Depois, você morreu. Soube emocionado que você contratou a própria cremação — foi a São Paulo e o funcionário perguntou: “Pra quem é?” “Para mim mesmo”, respondeu você, poeta macho. Por isso, quando vejo esse papo todo de “fazendeiro do ar”, de “poeta do cotidiano”, imagino que você diria: “Não me encham o saco. Sou apenas um pobre homem de Cachoeiro de Itapemirim...”.
 
Cachoeiro é assim mesmo. Não é bairrismo, não é sentimento, não é saudade. Mas ela enraizou em seus filhos  uma coisa que vai além de “ser a minha terra natal”.  O escambau com terra natal, diria Rubem. Cachoeiro é uma overdose permanente de orgulho. Não tem como explicar, os que lá nasceram sabem do que falo.
 
PARABÓLICAS
O ex nosso gordinho Ronie Rocha continua dando show de promoção externa para a FM Litoral.
 
Já a Tropical é motivo de TCC para aluno da UFES, pela época áurea de Antário Filho.
 
Pelo modo com que desapareceu, Carlos Tourinho causou comoção na comunicação do Estado. Era muito querido.
 
Antonio Ramos, ex locutor da ZYL-9 na década de 60, continua firme e forte em vida, lá em Cachoeiro
  
MENSAGEM FINAL
“Não zombe das bobagens que os outros dizem. Podem representar uma oportunidade para você”. Winston Churchill
 
 

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