Falta Turismo

Se quisermos alavancar o turismo em Vitória, precisamos de políticas públicas consistentes para humanizar mais a nossa cidade

Vitória, nossa capital, é uma das cidades mais bonitas do mundo (isso mesmo, do mundo!). E mesmo colecionando ano a ano prêmios em reconhecimento à qualificação em vários quesitos da vida pública, ainda não deslanchou no turismo, que poderia ser senão a maior, mas seguramente uma das maiores fontes da nossa economia. Não nos cabe aqui relacionar nossos atrativos e potencialidades para diversas áreas do turismo. Os especialistas vêm falando disso há muito tempo. Talvez, faltem políticas não só turísticas mas também sociais.
 
Mesmo com uma vocação extraordinária que envolve até uma localização privilegiada no território brasileiro, Vitória segue com certa timidez na exploração turística. Será isso culpa de quem? Dos políticos que não avançam em políticas pós-modernas para o setor? Culpa do governo e suas agências? Dos nossos empreendedores e investidores? Não sei. Só penso que estamos perdendo tempo, espaço e oportunidades.

Exaltadas tais potencialidades, é justo que se fale também do outro lado, que também é real e preocupante: do verdadeiro abismo que separa as classes ricas e pobres que também ocorre aqui. Embora tenhamos o segundo maior PIB (Produto Interno Bruto) per capita entre as capitais (2018), talvez nunca na sua história, Vitória conviveu como hoje com tantos problemas sociais.

Dada a crise econômica e social (em nível de país), por exemplo, vem aumentando em muito o número de moradores de rua que sobrevivem da mendicância, da cata de latinhas de alumínio e outros recicláveis, ou guardando carros. Ficam próximos a supermercados, dormem pelas calçadas, e ali mesmo se alimentam e fazem suas necessidades fisiológicas. Estão em praças e, principalmente, em bairros nobres, como a Praia do Canto e Jardim da Penha.

São às dezenas e deixam sempre muita sujeira, até do lixo que reviram e não voltam com ele para os sacos ou caixas coletoras. Também perturbam os transeuntes e o comércio,  assediam as pessoas, inclusive, os turistas que levam daqui a imagem da cidade. 

Voltamos ao ponto. Isso é problema para quem resolver? A Prefeitura? O Estado, a sociedade como um todo? Da gente, os cidadãos que trabalham, que habitam e constroem a cidade, mas que, todos, nós mantemos alheios, fingimos que esses moradores de ruas (e aqui se incluem os dependentes de drogas, chamados ‘os nóias’) são invisíveis e nada temos com eles.

Então, para encerrar, penso que se quisermos alavancar o turismo em Vitória, precisamos de políticas públicas consistentes para humanizar mais a nossa cidade e melhor estruturá-la para o receptivo turístico. Esse deveria ser um desafio para os nossos próximos candidatos a prefeito.

Vale lembrar que Vitória é rota para a Bahia, o maior estado turístico do Brasil. E não por falta de atrativos, milhares de turistas passam por aqui pelo ar, pelo mar e pelas rodovias e, e não param, seguindo direto para aquele estado. E olha que não são raros os suspiros nos relatos daqueles que conhecem nossa capital pela primeira vez: “Isso aqui é uma beleza!”.

PARABÓLICAS
A FM Fama de Alegre, que agora se chama Famalegre precisa a voltar com o festival de música de Alegre, tão bem frequentado no meio do ano.
 
Jairzinho Oliveira convidando para a gente ouvir a rádio da ACEC. Breve terá TV, além do site já ativo: www.acecpress.com.br.
 
Não sabemos se o site da Rádio Águia FM, de Águia Branca, está atualizado, mas lá está a foto beleza de Isabelly, locutora da emissora.
 
A Gazeta perdeu o padre Marcelo, que saiu da Globo e foi para a Capital de São Paulo, que o mantém no ar, gravando em streaming e fora de sintonia de hora.
 
ACESSE: www.jrm50anos.blogspot.com  - Eu Sou Uma Longa História
 
MENSAGEM FINAL
“É melhor conquistar a si mesmo do que vencer uma batalha todos os dias”.
 Buda
 

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